Por que as irmãs usam véu?’ Quem é membro da Congregação Cristã no Brasil – CCB, certamente já fez ou teve que responder a esta pergunta, pois é frequente aquele que nos visita ou o novo convertido inquirir a este respeito. É comum ao fazerem a indagação ouvirem a resposta: ‘Porque é mandamento da Palavra de Deus’.
Resumo do Blogger Cléo Véus CCBEste edificante estudo é uma benção para toda a irmandade. Ao concluí-lo saberá dar, à pergunta inicial, a ‘boa respostaPor: Romário Cardoso¹
As igrejas cristãs de todas as épocas e em todos os lugares, são concordantes entre si afirmando ser o nosso Senhor Jesus Cristo, a “cabeça” (autoridade) da igreja de Deus. Esse ensino (doutrina) pode ser observado em muitos textos das cartas paulinas (Ef 1:22; 4:15; 5:23; Cl 1:18; 2:10,19); no entanto, há um texto áureo nas Escrituras Sagradas, onde esse mesmo ensino é desenvolvido dando esclarecimentos muito profundos quanto ao seu significado – Falamos de 1° Coríntios 11.1-16.
O apóstolo Paulo preocupa-se, ao escrever tal ensino, em mostrar o interesse Divino em que seus filhos “saibam” (v.3) da importância ou significado da doutrina apostólica – surgi então, a questão do uso do véu pelas mulheres.
O ato do homem ‘descobrir’ a cabeça enquanto a mulher ‘cobre’ a sua, o que isto representa com relação a Deus, os anjos e a igreja? Na concepção apostólica, o que estamos proclamando quando obedecemos ou desobedecemos tal mandamento? Afinal, qual o fundamento do uso do véu? É isso o que veremos a seguir.
Antes de examinarmos o texto, devemos tomar cuidado, pois que tal epístola também é estendível aos Cristãos de todos os lugares, 1Co 1:1,2 (ARC-ARA-NTLH). Caso o contexto acima apontado esteja obscuro, que venha a dificultar o entendimento para algum irmão, irei expôr aqui, uma tradução de fácil compreensão, isto é, a Nova Tradução na Linguagem de Hoje:
“Eu, Paulo, que fui chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Cristo Jesus, escrevo, junto com o irmão Sóstenes, esta carta à igreja de Deus que está na cidade de Corinto. Escrevo a todos os que, pela sua união com Cristo Jesus, foram chamados para pertencerem ao povo de Deus. Esta carta é também para aqueles que em todos os lugares adoram o nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1Co 1:1,2 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje – NTLH – SBB ).
“Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo”
Paulo recomenda “sede meus imitadores”. Exortando ainda, deu-lhes o dever de “reter” (segurar firme; não abrir mão) os “preceitos” ou “tradições” (gr. paradosis = tradição), que é o mesmo que receber e transmitir ensinamentos à geração seguinte; assim, ele recebeu do Senhor e transmitiu à igreja. Devemos fazer como ele, imitá-lo no zelo de seguir a Cristo e seu ensino.
Quanto ao homem descobrir a cabeça
4.“Todo homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça”
Sendo, portanto, cabeça figura de autoridade, o homem cobrindo-a estará ‘cobrindo’ ou ‘escondendo’ no culto, aquele que exerce autoridade sobre ele. Simbolicamente estará proclamando que a autoridade de CRISTO não está sendo reconhecida ali – estará desonrando sua cabeça. (desonra; gr. kataischunõ = confundir, humilhar, envergonhar).
Pergunto: Com este ato que simboliza que a autoridade de Jesus não está sendo reconhecida por estar ‘coberta’ ou ‘escondida’, quem estará exercendo a autoridade no culto? Certamente a resposta por trás desse ato é que há uma “outra” (gr. heteros) autoridade ‘descoberta’ na igreja que não seja a de Cristo. Assim, é bom voltarmos ao verso 3 e lermos, “mas quero que saibais…”
Quanto à mulher cobrir a cabeça
5.“Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada”.
Dando prosseguimento, neste verso o Espírito Santo nos transmite um ensino muito importante que “toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra sua própria cabeça”; dessa forma, quando a mulher não se cobre com o véu, estará proclamando através desse ato exterior que está desonrando o homem a quem está sujeita “porque a mulher é a glória do varão” (v.7); porque foi tirada do homem e criada para o homem (Gn 2:18-24). A glória da mulher é o cabelo dado como véu (v.14).
Lembrando da pergunta que foi feita anteriormente sobre quem estaria exercendo autoridade no culto se a autoridade de Cristo está coberta ou escondida, qual seria esta “outra” autoridade? A resposta é: a autoridade do homem – E isso não é tudo, pois a própria Escritura está ensinado de maneira irrefutável que, no ato do homem cobrir a sua cabeça (autoridade) e a mulher descobrir a sua cabeça (autoridade), “não só” o homem está exercendo sua autoridade (cabeça da mulher descoberta), mas a mulher está manifestando a sua própria ‘glória’ (v.14), enquanto a autoridade de Cristo e glória de Deus que deveria ser ‘descoberta e manifestada’, foi coberta, ocultada. Tudo isso no culto, que deveria ser para honra e glória de Deus. Quem isso afirma é a “Escritura” e não o servo de Deus que faz este comentário. O Senhor, na sua onisciência, não nos deixou um estatuto imperfeito, e devemos tomar todo o cuidado para que em nada possamos ofender a Deus e sua ‘Sabedoria’ – Cristo (1Co 1:24,30).
Quanto a ter uma só autoridade
Ficaria incompleta esta matéria, se não fosse exposta aqui uma questão: – Quando o homem está com a sua cabeça ‘descoberta’ e da mesma forma a mulher se apresentar com a cabeça ‘descoberta’ na reunião de adoração? – Nesta situação fica claro que, duas cabeças estão descobertas, assumindo (figurativamente) a autoridade na igreja, mas Deus estabeleceu, somente uma “cabeça” (autoridade) sobre a igreja – a de Cristo Jesus seu Filho amado.
Para evitar, duas autoridades quando a igreja estiver reunida para adoração, foi que o Senhor ordenou ao homem descobrir sua cabeça e à mulher cobrir a sua. Portanto, prezado irmão, não cubra sua “cabeça” na reunião dos santos; e você irmã, cubra a sua “cabeça” no culto, para que a “autoridade” do homem seja coberta e escondida, diante da supremacia de Cristo; com este ato estarás também cobrindo sua ‘glória’ (cabelo comprido) e somente é manifesta ‘uma’ glória – a de Deus; e somente ‘uma’ autoridade – a de Cristo Jesus, nosso Senhor. Aleluia! Admoestação às mulheres
6. “Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu”.
Porém, se a mulher não se cobrir com véu, há o IMPERATIVO que “rape” ou que se “tosquie”. Esse imperativo é que, pelo fato dela não se cobrir, estará expondo sua “cabeça” (ou autoridade) à vergonha, desonra; assim, “rapando” a cabeça também estará destituída de “glória” (cabelo comprido), tornando assim, como as que rapam a cabeça, significando sem autoridade e sem glória. Destarte, se para ela é coisa indecente o tosquiar-se ou rapar, “que se cubra”, isto é, use véu.
“Que se cubra”, no original grego é katakaluptesthô, cujo verbo é katakaluptô, o qual está na 3ª pessoa do singular, no tempo PRESENTE do IMPERATIVO . Assim, o véu de que aqui se fala não é o ‘cabelo’ do verso 15; pois, presentemente, Paulo não iria ordenar às nossas irmãs a pôr cabelo (?)quando estavam na reunião de adoração, naquela época, creio eu, não existia ‘implante de cabelo’ como nos dia atuais (só se for peruca). Assim , como o verbo está no modo IMPERATIVO, é uma ordem ou mandado.
Mandamento ou costume oriental
Este ensinamento de 1° Coríntios 11. 1-16, contém doutrina para o homem e para a mulher, e se opõe ao que alguns intérpretes sugerem, dizendo ser um ‘costume’ puramente oriental. A Escritura contradiz abertamente esses intérpretes, ao dizer: “O homem, pois, não deve cobrir a cabeça” (gr. ouk opheilei katakaluptesthai), significa literalmente “não deve trazer algo sobre [a cabeça]”.
Quem for contra, seja contrariado.
16. “Se alguém quiser ser contencioso, saiba que nós não temos tal costume e nem as igrejas de Deus”
Ora, ‘contencioso’, nada mais é do que aquele que não está revestido de submissão ao ensino supracitado. “Contencioso” (gr. philoneikos) é o mesmo que “amante da contenda, litigioso, brigão”. Paulo encerra o assunto dizendo: “saiba que nós (ministério) não temos tal ‘costume’ e nem as ‘igrejas’ (plural) de Deus” .
Ora, ‘contencioso’, nada mais é do que aquele que não está revestido de submissão ao ensino supracitado. “Contencioso” (gr. philoneikos) é o mesmo que “amante da contenda, litigioso, brigão”. Paulo encerra o assunto dizendo: “saiba que nós (ministério) não temos tal ‘costume’ e nem as ‘igrejas’ (plural) de Deus” .
Objetivo
A matéria acima foi elaborada para mostrar que o ensino de 1° Coríntios 11.1-16, não se coaduna com o costume da época; é diferente, “santo” (separado) e NOVO!¹
Reflexão
A igreja foi questionada e chamada à reflexão: “Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta?” (v.13). Prezado leitor(a), deixo aqui também uma pergunta: Muitos dizem que não precisa a mulher se cobrir com véu; A quem tu serves e procuras agradar, aos “homens ou a Deus?” (Gl. 1.10).
Pense nisso!!!
A igreja foi questionada e chamada à reflexão: “Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta?” (v.13). Prezado leitor(a), deixo aqui também uma pergunta: Muitos dizem que não precisa a mulher se cobrir com véu; A quem tu serves e procuras agradar, aos “homens ou a Deus?” (Gl. 1.10).
Pense nisso!!!
Saudação
Sejam abençoados ricamente, e; Que a paz de Deus, a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e a comunhão do Espírito Santo sejam convosco. Amém.
Romário N. Cardoso
Sejam abençoados ricamente, e; Que a paz de Deus, a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e a comunhão do Espírito Santo sejam convosco. Amém.
Romário N. Cardoso
1. Romário N. Cardoso é membro da Congregação Cristã no Brasil desde a data de 11 de julho de 1993, sendo chamado às fileiras do Exército do Senhor Jesus, para “combater pela fé que uma vez foi dada aos santos”.https://www.facebook.com/VeusdaCCB/?ref=settings

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